A maioria dos tumores malignos e benignos que afetam o pâncreas afeta o lado direito do órgão, que chamamos de cabeça.
As outras partes são o corpo (centro) e a cauda (lado esquerdo). Por apresentar um comportamento muito agressivo, o câncer no pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade, por conta do seu diagnóstico tardio.
Como dito, nem todos os tumores que afetam o pâncreas são malignos. Porém, existem alguns que, se não tratados, podem sim, se tornar malignos.
Vamos conhecer os principais tumores benignos e malignos que afetam este órgão.
Neoplasia mucinosa papilar intraductal
Trata-se de um tumor benigno que cresce nos dutos pancreáticos e pode se tornar câncer se não tratado. Alguns casos podem ser apenas acompanhados clinicamente, mas em certas situações a remoção por cirurgia é indicada.
Neoplasias císticas serosas
Esses tumores são cistos preenchidos por líquido. Em sua maioria, são benignos e nem sempre precisam de tratamento. Contudo, caso atinjam um tamanho desconfortável, provocando sintomas, a remoção cirúrgica pode ser indicada. São conhecidos também como cistoadenomas serosos.
Neoplasias císticas mucinosas
Caracterizam-se por conterem uma substância gelatinosa em seu interior, que é chamada de mucina, e têm crescimento lento. São mais comuns em indivíduos do sexo feminino. Caso não sejam tratadas, podem se tornar malignas. Por isso, quando detectadas, a remoção cirúrgica costuma ser indicada.
Neoplasia pseudopapilar sólida
Tem crescimento lento e costuma ocorrer em mulheres jovens. Apesar de raros, podem se disseminar para outras partes do corpo. Por isso, a remoção cirúrgica costuma ser indicada.
Tratamentos para tumores malignos e benignos do pâncreas
Todo tratamento relacionado depende do laudo histopatológico (corresponde ao tipo de tumor), dos exames realizados e da avaliação clínica do paciente.
A cirurgia é uma das principais opções de tratamento, conforme o tipo de tumor e a avaliação de cada caso. Como a maioria dos casos é diagnosticada em fases avançadas, nem sempre é possível realizar o procedimento.
Qualquer dúvida sobre o assunto, entre em contato com o Dr. Fabrício Coelho.